quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Estratégias para as atividades de vida diária para crianças com Autismo
O apoio visual ajuda a criança compreender a sequencia da atividade que ela deve realizar, deste modo, faz com que a criança consiga iniciar e concluir a tarefa. Esta estratégia também ajuda a criança se organizar e ter mais independência para realizar estas tarefas.
Aqui vão algumas ilustrações:
terça-feira, 4 de agosto de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Engrossador de pincel
Para a atividade de pintura de hoje foi necessária a adaptação do pincel. Portanto foi utilizado um engrossador para melhorar a preensão da criança, uma vez que a criança ainda apresenta dificuldade na pinça tridigito, a qual é necessária para realizar a atividade.
Material: Para esse engrossador foi utilizado um pedaço de EVA e 2 elásticos de dinheiro.
Modo de fazer: enrolar o EVA no pincel várias vezes ( a medida é o quanto fica confortável para a criança pegar) e colocar os elásticos cada um de um lado do EVA.
Super simples de fazer, né!?
Material: Para esse engrossador foi utilizado um pedaço de EVA e 2 elásticos de dinheiro.
Modo de fazer: enrolar o EVA no pincel várias vezes ( a medida é o quanto fica confortável para a criança pegar) e colocar os elásticos cada um de um lado do EVA.
Super simples de fazer, né!?
IMPORTANTE: Consultar uma terapeuta ocupacional para graduar e adaptar a atividade do modo mais favorável para o melhor desempenho da criança.
Esse lindo ai é Luis!!
Bruna de O. Mazetto
Terapeuta Ocupacional
Terapia Ocupacional e Autismo
1- Comente sobre as principais dificuldades observadas na avaliação das crianças com autismo?
Na avaliação de Terapia Ocupacional em crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista, avaliamos como a criança brinca, os aspectos sensorias, a coordenação motora global e seu desempenho nas AVD’s (atividades de vida diária, como por exemplo, escovar os dentes). É observado que muitas crianças apresentam prejuízos nestas 4 áreas citadas acima, interferindo no seu desenvolvimento, na sua independência e autonomia, nas atividades do dia – dia, bem como, nas atividades escolares, dificultando o aprendizado, e por fim na interação com o meio e o outro.
2- Quais são os objetivos terapêuticos?
Os objetivos terapêuticos são sempre individualizados. Deste modo, os objetivos terapêuticos variam de acordo com a necessidade de cada criança. No entanto, podemos de um modo geral ter como objetivos para crianças com TEA a ampliação da interação social, a maior promoção da independência nas atividades de vida diária, bem como, a independência nas atividades de vida instrumental (por exemplo o prepare de seu lance escolar), melhorar a coordenação motora global (fina e grossa), estimulação dos aspectos cognitivos (como por exemplo, atenção e concentração).
3- Quais as contribuições e intervenções da terapia ocupacional no processo de inclusão escolar?
A terapeuta ocupacional no âmbito da inclusão escolar é uma facilitadora no processo da escolarização. Esta profissional visa intervir nas adequações ambientais, nos equipamentos e mobiliários; na eliminação de barreiras arquitetônicas, como exemplo, a introdução de rampas, brinquedos adaptados; uso da tecnologia assistiva para as diferentes necessidades advindas das incapacidades dos alunos, e o uso da comunicação alternativa. Assim como, em facilitar e/ou adaptar sua rotina na escolar. Contudo, se faz muito importante a orientação e esclarecimentos de dúvidas dos profissionais da escola para que os mesmos saibam como lidar com as dificuldades, com as capacidades e como facilitar a adaptação da rotina escolar para crianças autistas.
4- Qual a importância da interface familiar durante o acompanhamento com a terapia ocupacional.
É fundamental a participação dos pais durante todo no processo terapêutico, pois são eles que convivem com a crianca, assim como, são os pais que presenciam e lidam com as diferentes situações apresentadas pela criança. Deste modo, é importante a orientação e trazer os pais para a sessão para poder enxergar as capacidades dos seus filhos; além de encontrar a melhor maneira de lidar com suas crianças. Contudo, avalio que um dos principais aspectos é mostrar para os pais como seus filhos podem brincar. Pois é por meio do brincar e das brincadeiras com o próprio corpo, com o corpo do outro e com os objetos, que a criança vai desenvolvendo todo seu repertório motor, sensorial, cognitivo, social e emocional. Brincando descobre que pode agir no mundo e promover mudanças. Muitos autista tem prejuízos significativos nesta área, apresentando um brincar disfuncional, o que dificulta a interação pais/filhos. Por isso, é importante que a terapeuta ocupacional possa viabilizar esse vínculo entre pais e filhos. Na prática que quando há a possibilidade dos pais aprenderem brincar com seus filhos, observa-se melhora na auto-estima de ambos, na interação, segurança em si e no outro, no vínculo e na compreensão das necessidades e potencialidades de seus filhos.
Entrevistada:
Bruna de Oliveira Mazetto
Pós-graduação em Neurologia para Terapia Ocupacional no Instituto Avançado de Ensino, Pesquisa e Tecnologia de Londrina;
Atuação profissional: Terapia Ocupacional infantil e adolescente e especialista em transtornos do desenvolvimento (Transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett).
tel (11) 9 6107-3174
e-mail: brunamazetto.to@gmail.com
facebook: Bruna de Oliveira Mazetto
Fonte: https://grupomaocriativa.wordpress.com/2015/07/07/terapia-ocupacional-e-autismo/
O que é Terapia Ocupacional parte II
Vídeo sobre a profissão Terapia Ocupacional
Este vídeo fala sobre a atuação do terapeuta ocupacional em uma linguagem super simples. Vale a pena assistir.
O que é Terapia Ocupacional
A Terapia Ocupacional tem sua ação voltada para o treinamento e para o
desenvolvimento de habilidades, na construção de um cotidiano para indivíduos
da sociedade. É a arte e a ciência de ajudar pessoas a realizarem as atividades
diárias que são importantes para ela, apesar de debililidade, incapacidade ou
defeciência.
A terapeuta ocupacional atende pessoas de
todas as idades, de recém-nascidos e crianças a adultos e idosos, na promoção
do bem-estar, prevenção e recuperação de disfunções. Assim como, trabalha nas
populações com:
- · deficiência intelectual;
- · distúrbios de aprendizagem;
- · distúrbios psicóticos;
- · paralisia cerebral;
- · sindromes genéticas (síndrome de Down, síndrome de Tuner, sindrome do West e entre outras) ;
- · deficiência visual;
- · transtorno do desenvolvimento (transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger e a Síndrome de Rett)
- · AVC;
- · LER/DORT;
- · bebês de alto-risco;
- · queimaduras;
- · e entre outros.
Contudo, a terapeuta tem como um dos papéis centrais favorecer realização
de atividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos
à boca, às mais complexas, como dirigir um automóvel ou uma empresa. Deste
modo, promovendo, prevenindo, desenvolvendo, tratando, recuperando pessoas que apresentam qualquer alteração na realização de atividades
de vida diária e/ou prática ou interação social, melhorando os desempenhos funcional e
ocupacional e reduzindo desvantagens e potencializando a autonomia.
Na população infatil, temos como foco a sua ocupação que é o brincar.
Entretanto, há outras atividades que a criança desempenha e temos que dar
devida importância, como as atividades de vida diária (AVDs) e atividades
relacionadas a área escolar. Ressalta-se que o brincar é fundamental para o
desenvolvimento infatil, pois é a partir do brincar que a criança aprende sobre
o mundo, pois brincando, a criança se expressa, interage, aprende a lidar com o
mundo que a cerca e forma sua personalidade e recria situações do cotidiano. Portanto o brincar é uma maneira surpreendente de aprendizagem.
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