quinta-feira, 30 de julho de 2015

Engrossador de pincel

Para a atividade de pintura de hoje foi necessária a adaptação do pincel. Portanto foi utilizado um engrossador para melhorar a preensão da criança, uma vez que a criança ainda apresenta dificuldade na pinça tridigito, a qual é necessária para realizar a atividade.

Material: Para esse engrossador foi utilizado um pedaço de EVA e 2 elásticos de dinheiro. 

Modo de fazer:  enrolar o EVA no pincel várias vezes ( a medida é o quanto fica confortável para a criança pegar) e colocar os elásticos cada um de um lado do EVA. 

Super simples de fazer, né!?

IMPORTANTE: Consultar uma terapeuta ocupacional para graduar e adaptar a atividade do modo mais favorável para o melhor desempenho da  criança.

Esse lindo ai é Luis!! 




Bruna de O. Mazetto
Terapeuta Ocupacional

Terapia Ocupacional e Autismo





Bruna Mazetto - TO e autismo

1-  Comente sobre as principais dificuldades observadas na avaliação das crianças com autismo?
Na avaliação de Terapia Ocupacional em crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista, avaliamos como a criança brinca, os aspectos sensorias, a coordenação motora global e seu desempenho nas AVD’s (atividades de vida diária, como por exemplo, escovar os dentes). É observado que muitas crianças apresentam prejuízos nestas 4 áreas citadas acima, interferindo no seu desenvolvimento, na sua independência e autonomia, nas atividades do dia – dia, bem como, nas atividades escolares, dificultando o aprendizado, e por fim na interação com o meio e o outro.

2-  Quais são os objetivos terapêuticos?
Os  objetivos terapêuticos são sempre individualizados. Deste modo, os objetivos terapêuticos variam de acordo com a necessidade de cada criança. No entanto, podemos de um modo geral ter como objetivos para crianças com TEA a ampliação da interação social, a maior promoção da independência nas atividades de vida diária, bem como, a independência nas atividades de vida instrumental (por exemplo o prepare de seu lance escolar), melhorar a coordenação motora global (fina e grossa), estimulação dos aspectos cognitivos (como por exemplo, atenção e concentração).

3-  Quais as contribuições e intervenções da terapia ocupacional no processo de inclusão escolar?
A terapeuta ocupacional no âmbito da inclusão escolar é uma facilitadora no processo da escolarização. Esta profissional visa intervir nas adequações ambientais, nos equipamentos e mobiliários; na eliminação de barreiras arquitetônicas, como exemplo, a introdução de rampas, brinquedos adaptados; uso da tecnologia assistiva para as diferentes necessidades advindas das incapacidades dos alunos, e o uso da comunicação alternativa. Assim como, em facilitar e/ou adaptar sua rotina na escolar. Contudo, se faz muito importante a orientação e esclarecimentos de dúvidas dos profissionais da escola para que os mesmos saibam como lidar com as dificuldades, com as capacidades e como facilitar a adaptação da rotina escolar para crianças autistas.

4-  Qual a importância da interface familiar durante o acompanhamento com a terapia ocupacional.
É fundamental a participação dos pais durante todo no processo terapêutico, pois são eles que convivem com a crianca, assim como, são os pais que presenciam e lidam com as diferentes situações apresentadas pela criança. Deste modo, é importante a orientação e trazer os pais para a sessão para poder enxergar as capacidades dos seus filhos; além de encontrar a melhor maneira de lidar com suas crianças. Contudo, avalio que um dos principais aspectos é mostrar para os pais como seus filhos podem brincar. Pois é por meio do brincar e das brincadeiras com o próprio corpo, com o corpo do outro e com os objetos, que a criança vai desenvolvendo todo seu repertório motor, sensorial, cognitivo, social e emocional. Brincando descobre que pode agir no mundo e promover mudanças. Muitos autista tem prejuízos significativos nesta área, apresentando um brincar disfuncional, o que dificulta a interação pais/filhos. Por isso, é importante que a terapeuta ocupacional possa viabilizar esse vínculo entre pais e filhos. Na prática que quando há a possibilidade dos pais aprenderem brincar com seus filhos, observa-se melhora na auto-estima de ambos, na interação, segurança em si e no outro, no vínculo e na compreensão das necessidades e potencialidades de seus filhos.

Entrevistada:
Bruna de Oliveira Mazetto
Pós-graduação em Neurologia para Terapia Ocupacional no Instituto Avançado de Ensino, Pesquisa e Tecnologia de Londrina;

Atuação profissional: Terapia Ocupacional infantil e adolescente  e especialista em transtornos do desenvolvimento (Transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett).

tel (11) 9 6107-3174
facebook: Bruna de Oliveira Mazetto

Fonte: https://grupomaocriativa.wordpress.com/2015/07/07/terapia-ocupacional-e-autismo/

O que é Terapia Ocupacional parte II

Vídeo sobre a profissão Terapia Ocupacional

Este vídeo fala sobre a atuação do terapeuta ocupacional em uma linguagem super simples. Vale a pena assistir.

O que é Terapia Ocupacional


aSem Título


A Terapia Ocupacional tem sua ação voltada para o treinamento e para o desenvolvimento de habilidades, na construção de um cotidiano para indivíduos da sociedade. É a arte e a ciência de ajudar pessoas a realizarem as atividades diárias que são importantes para ela, apesar de debililidade, incapacidade ou defeciência.
A terapeuta ocupacional atende pessoas de todas as idades, de recém-nascidos e crianças a adultos e idosos, na promoção do bem-estar, prevenção e recuperação de disfunções. Assim como, trabalha nas populações com:
  • ·     deficiência intelectual;
  • ·      distúrbios de aprendizagem;
  • ·      distúrbios psicóticos;
  • ·      paralisia cerebral;
  • ·      sindromes genéticas (síndrome de Down, síndrome de Tuner, sindrome do West e entre outras) ;
  • ·      deficiência visual;
  • ·   transtorno do desenvolvimento (transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger e a Síndrome de Rett)
  • ·      AVC;
  • ·      LER/DORT;
  • ·      bebês de alto-risco;
  • ·      queimaduras;
  • ·      e entre outros.


Contudo, a terapeuta tem como um dos papéis centrais favorecer realização de atividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, às mais complexas, como dirigir um automóvel ou uma empresa. Deste modo, promovendo, prevenindo, desenvolvendo, tratando, recuperando pessoas que apresentam qualquer alteração na realização de atividades de vida diária e/ou prática ou interação social, melhorando os desempenhos funcional e ocupacional e reduzindo desvantagens e potencializando a autonomia.

Na população infatil, temos como foco a sua ocupação que é o brincar. Entretanto, há outras atividades que a criança desempenha e temos que dar devida importância, como as atividades de vida diária (AVDs) e atividades relacionadas a área escolar. Ressalta-se que o brincar é fundamental para o desenvolvimento infatil, pois é a partir do brincar que a criança aprende sobre o mundo, pois brincando, a criança se expressa, interage, aprende a lidar com o mundo que a cerca e forma sua personalidade e recria situações do cotidiano. Portanto o brincar é uma maneira surpreendente de aprendizagem.